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70 milhões de animais devem ser vacinados contra febre aftosa em novembro

Conforme o Calendário Nacional de Vacinação 2020 a dose é destinada a imunização de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade

A segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa começa no próximo dia 3 de novembro. Conforme o Calendário Nacional de Vacinação 2020 a dose é destinada  a imunização de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade na maioria dos estados brasileiros. Ao todo, a expectativa do Ministério da Agricultura é de imunizar cerca de 70 milhões de animais até o final de novembro.

As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas na temperatura entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização, incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, de preferência nas horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

O Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa visa manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da doença  e tem como  objetivo principal ampliar as zonas sem vacinação. Com a colaboração de profissionais de diversos órgãos estaduais de defesa sanitária animal, o Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicou o Manual de Investigação de Doença Vesicular e o Plano de Contingência para Febre Aftosa.

O manual estabelece os procedimentos técnicos que devem ser realizados pelos médicos veterinários, quando da suspeita de uma doença com sintomatologia clínica compatível com a febre aftosa. Já o plano de contingência descreve todos os procedimentos que devem ser realizados quando da confirmação de um foco de febre aftosa no país.

livres da febre aftosa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reconheceu que seis estados estão  livres da febre aftosa sem vacinação. Para alcançar o status, Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e regiões do Amazonas e de Mato Grosso aprimoraram os serviços veterinários oficiais e implantaram um programa estruturado para manter a condição de livre da doença, de acordo com diretrizes do Código Terrestre da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

Segundo a ministra Tereza Cristina, com o reconhecimento nacional, esses estados vão poder ampliar a participação no mercado internacional. O Brasil, segundo ela, já é livre de febre aftosa com vacinação, mas o bloco de unidades da federação que é livre da doença sem vacinação vai poder exportar para mercados mais exigentes, casos do Japão e da Coreia do Sul, por exemplo.

Após o reconhecimento interno, espera-se que esses estados alcancem a mesma condição a nível internacional. A expectativa é de que isso ocorra até maio de 2021. Atualmente, somente o estado de Santa Catarina possui a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Fonte: Brasil 61

Fonte: Brasil 61

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