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A essência de Fernando Bezerra, Miguel Coelho e Fernando Filho. Aparência x Essência

Imagem relacionadaEsses últimos dias  em Petrolina,  foram marcados pela falta de parceria da imprensa de Miguel Coelho com a imprensa de Petrolina. Quando escrevemos imprensa de Petrolina, estamos nos referindo a alguns meio de comunicação que são postos de lado pelo Governo Novo tempo  em detrimento de valorizar aqueles que fazem o mesmo jogo do executivo lhe dando cobertura para que  somente as coisas boas apareçam na mídia. É aquela velha história… Se falar de meus erros, não merece minha atenção. Isso aconteceu por causa da Lei da mordaça que impera na prefeitura, aonde os secretários não podem conceder entrevista sem que tenham autorização do chefe. No entanto , para esses que fazem o jogo do executivo, essa ordem não funciona.Tudo bem.

A vontade de escrever sobre a falta  de parceria da assessoria de Miguel Coelho era grande,mas  nos revelou outro lado da moeda a se pensar e pensar muito. Para se entender esse Governo Novo tempo e de como ele usa a repressão,  é preciso ir lá atrás no passado e descobrir por que  em 2017 essa repressão  está acontecendo.

Miguel Coelho e Fernando Filho, juntos , formam a 4ª  geração dos Coelhos na politica. E a história revela algo que nos deixa de alertas ligados . A começar pela força que o Coronel  Quelê (Clementino Coelho)  teve como  chefe político de Petrolina e grande proprietário de terra que veio a falecer em 1952. Quelê  com Dona Josefa Coelho, geraram  13 filhos, que  se despontaram naquilo que abraçaram. Daí a primeira geração de politico forte,  começou a surgir com Nilo Coelho, que foi governador biônico de Pernambuco,  indicado pelo regime militar em 1966. Se fosse pelo voto direto , jamais ele conseguiria tal feito . Depois da morte de Nilo, Osvaldo Coelho toma a posse da herança politica deixada por seu irmão, e Osvaldo foi braço forte sim, e soube usar o poder para se tornar o homem que se tornou . 

No entanto, o poder diminuiu para essa família e para tantas outras oligarquias no País com a constituição de 1988.  Antes em qualquer empresa estatal eram as indicações de políticos que valiam, depois da constituinte, os concursos ganharam força e fizeram as pessoas a destemerem daqueles que tinham o poder executivo na mão. Os órgãos fiscalizatórios no País ganharam força e  quebraram a hegemonia politica das famílias detentoras de poder.Hoje , o cara vem lá do Oiapoque para fazer um concurso em Pernambuco, e se passar, nenhum politico poderá lhe dar um grito, por que ele está no cargo pelo seu mérito. A oligarquia dos Coelhos em Pernambuco perdeu força. Em Petrolina as pessoas não tem mais o mesmo sentimento que dantes tinham até a era de Osvaldo Coelho.Acabou! Agora é no voto. Antigamente falar da Família Coelho, precisava se fechar as portas e deixar alguém vigiando para não correr o risco da conversa vazar e chegar aos ouvidos dos poderosos. Isso já não mais existe.

Com a morte de Osvaldo Coelho, Fernando Bezerra assume o posto de homem  forte na politica.  Fernando Bezerra, traz consigo os mesmos traços de seu tio Nilo Coelho que sempre pensou em fortalecer a oligarquia politica da família de Dona Josefa Coelho. Fernando Bezerra, para dar continuidade a essa hegemonia  e pensando no futuro , faz seus dois filhos ingressarem no fronte da vida pública , e hoje, um é Ministro de Minas e Energia e outro prefeito da mais importante cidade do Vale do São Francisco.

No entanto, em  Petrolina, Miguel Coelho foi rejeitado por 62% por cento da população nas últimas eleições. Isso quer dizer que as pessoas já não estão nem aí se o sobrenome é  “Coelho”, e  por essa razão, se faz necessário mostrar mão forte e usar os meios midiáticos para se manter em evidência. Não é de estranhar a força que Fernando Bezerra faz para continuar na mídia, é necessário. Miguel Coelho, segue os mesmos modelos deixados por seu pai, aonde precisa mostrar a aparência do que faz, e aí , construir obras de pedra e cal é a ordem imediata, já que o povo contempla mais as obras que se veem do que a obra social. Por falar em social, as famílias da orla já estão desconfiadas da família de FBC. Quem mora na orla de Petrolina? Aqueles que fazem parte da burocracia da cidade. Os juízes, os que trabalham na EMBRAPA, os que trabalham na CODEVASF, na CHESF. Enfim, essas pessoas se sentem ameaçadas pela venda das estatais feitas por Fernando Filho e aí, a fratura já está exposta. É preciso repensar a estratégia a ser usada. Quando as oligarquias foram quebradas pela constituição de 1988, os que detinham o poder passaram a usar a repressão como forma de se manterem como donos da situação. É assim que o governo novo tempo age em petrolina, é assim que Fernando Filho age no Ministério e  é assim que Fernando Bezerra está agindo com a tomada do PMDB em Pernambuco…REPRIMINDO.

Desde de sempre,  a família Coelho sempre esteve na esfera do poder. O Regime militar deu forças à família desde os anos 60, daí a necessidade de usar a mídia para continuar aparecendo. Fernando Bezerra , Miguel Coelho e Fernando Filho são apenas frutos de uma oligarquia que está acostumada a ter todos a seu dispor, e farão  toda e qualquer força para que isso se perpetue.

Por Cauby Fernandes

@lingua

 

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