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Alcoolismo é um grave problema no espaço rural de Petrolina

Nos finais de semana o consumo é mais intenso

O Blog a língua, passou o mês de dezembro visitando diversos bairros no município de Petrolina, para entender a vida daqueles que dependem do trabalho nas grandes fazendas que produzem manga e uva. Os trabalhadores rurais vivem na sua grande maioria, nos bairros periféricos da cidade.

Observando o comportamento desses trabalhadores, chegamos a algumas conclusões interessantes, e que valem a pena serem repensadas por quem gerencia os programas sociais no município.

Mão de obra barata

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O vale do São Francisco exporta 700 mil toneladas de frutas por ano. No entanto, a grande maioria dos que trabalham na cultura da uva, não tem qualificação, daí, a mão de obra se torna barata para as grandes fazendas, o que dificulta o agricultor a buscar especialização. Ou trabalha , ou estuda.

 

 

Acordar cedo

O maior número de trabalhadores rurais reside nos bairros João de Deus, José e Maria e  São Gonçalo, três grandes bairros periféricos, e que abrigam uma grande população de baixa renda. Os trabalhadores começam a chegar nos pontos de recolhimento por volta das 4 horas da manhã, o que pode provocar a Síndrome de Burnout, que provoca, entre outros sintomas, o esgotamento físico-mental.

Álcool

Resultado de imagem para alcolismoO grande consumo de álcool dentro dessa comunidade ultrapassa o limites prudenciais.Um dos problemas mais graves de saúde pública dos dias atuais, gerando um grande número de internações em todo país. O alcoolismo é uma doença de caráter progressivo, crônica e como tal, exige uma atenção permanente. Nos finais de semana o consumo é mais intenso. Como resultados, destaca-se que a bebida mais consumida entre os entrevistados foi à cachaça, bebendo relativamente todos os dias. É possível afirmar que, no contexto estudado, as características dos alcoolistas independem de idade, gênero, cor, e localidade.

 

Qualidade de vida

Em relação à percepção da qualidade de vida, pode-se concluir que a maioria dos entrevistados percebeu sua qualidade de vida como ruim ou regular, e que se considerou pouco satisfeito ou insatisfeito com sua saúde, interação com a sociedade, família, e apoio de serviços de saúde, sociais, culturais, etc. A conclusão da matéria é que , apesar de estarem trabalhando, o baixo salário, os periodos de entre-safras ea falta de expectativa em dias melhores,  afetam a saúde, a qualidade de vida e o desenvolvimento como ser humano.

Aos que gerenciam a cidade, vale o alerta, bem como aos proprietários das grandes fazendas: É preciso repensar a educação para alcançar e melhorar a qualidade de vida dessa comunidade.

 

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