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Bolsonarista que matou Marcelo Arruda tem prisão domiciliar negada

Justiça do Paraná negou ainda a revogação da prisão preventiva de José Guaranho

O agente Penal José Guaranho, que matou a tiros o guarda municipal e petista Marcelo Arruda , teve negado pela Justiça do Paraná, nesta quinta-feira, um pedido pela revogação de sua prisão preventiva ou a conversão dela em domiciliar.

A decisão foi do juiz Gustavo Argello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu. Segundo o magistrado, a conversão para a domiciliar seria possível caso o agente penal estivesse ‘extremamente debilitado por motivo de doença grave’.

José da Rocha Guaranho, atirador bolsonaristaDe acordo com o juiz, Guaranho deverá ter alta no próximo dia 5, e sua Defesa não foi capaz de demonstrar que ele não poderá encontrar o suporte médico necessário dentro do sistema prisional.

O Ministério Público se manifestou a favor da manutenção da prisão preventiva. Depois de receber alta, Guaranho deverá ser encaminhado para um Complexo Médico Penal. Caso não exista vaga disponível, ele será levado ao Complexo Penitenciário Federal.

No dia 9 de julho, o agente penal José Guaranho matou a tiros o guarda municipal e petista Marcelo Arruda, que comemorava seu aniversário de 50 anos. Ex-candidato a vice-prefeito na chapa do PT de 2020 em Foz do Iguaçu (PR), Arruda fazia uma festa com tema do seu próprio partido quando foi alvejado por Guaranho, na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu.

Horas antes, de acordo com a delegada Iane Cardoso, a vítima teria se incomodado com a música “que remetia a Bolsonaro” e vinha do carro do agente penal. Arruda foi para a parte externa pedir que o motorista saísse dali.

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