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Bolsonaro não recorre, e Adélio Bispo não pode ser condenado

Juiz decidiu que agressor do então presidenciável tem transtorno mental e não pode ser processado; prazo se esgotou e decisão não pode mais ser modificada

O presidente Jair Bolsonaro não recorreu da decisão da Justiça Federal que considerou inimputável o seu agressor, Adélio Bispo de Oliveira, que o esfaqueou durante um ato da última campanha presidencial em Juiz de Fora (MG). Como o Ministério Público Federal (MPF) também não apresentou recurso, a sentença transitou em julgado, isto é, não é mais possível mais recorrer contra o veredito.

No dia 6 de setembro de 2018, durante o primeiro turno da eleição, Bolsonaro recebeu uma facada de Adélio quando caminhava em meio a seguidores no centro de Juiz de Fora – ele foi atendido e levado para a Santa Casa de Misericórdia local, onde passou por uma cirurgia de mais de quatro horas. Depois, foi removido ao hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Em junho deste ano, o juiz federal Bruno Saviano decidiu que Adélio era inimputável. À época, Bolsonaro disse que recorreria da decisão e que estava “tomando as providências jurídicas”. “Normalmente o MP [Ministério Público] pode recorrer também, vou entrar em contato com o meu advogado”, afirmou.

Na decisão, o magistrado considerou que Adélio era portador de Transtorno Delirante Persistente e determinou que ele ficasse detido no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande (MS) até o fim de outro inquérito penal que ainda é conduzido pela Polícia Federal e que poderá se transformar em uma nova ação.

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