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“Caguei, não vou responder nada”, diz Bolsonaro ao receber carta da CPI da Covid

Ao vivo em suas redes sociais, durante a já tradicional live de quinta-feira Bolsonaro disse: “Caguei para a CPI, não vou responder nada

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (8/7) que não vai responder a carta enviada pela CPI da Covid-19, em que a comissão pede ao presidente que responda as acusações feitas pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF).

Ao vivo em suas redes sociais, durante a já tradicional live de quinta-feira Bolsonaro disse: “Caguei para a CPI, não vou responder nada.” De acordo com o presidente, a comissão não está preocupada com a verdade, e sim em desgastar o governo. A carta foi entregue no Palácio do Planalto, em Brasília, na tarde desta quinta-feira. O documento pede que o presidente se manifeste sobre as negociações de compra da vacina indiana Covaxin.

Em depoimento à CPI, o parlamentar e o irmão, Luis Ricardo Miranda, que coordena a área de importação de insumos no Ministério da Saúde, afirmaram que se reuniram com Bolsonaro para mostrar irregularidades na negociação da vacina. O presidente confirmou que teve o encontro em março, porém negou que os irmãos apresentaram alguma denúncia.

O deputado Luis Miranda disse que, na ocasião, Bolsonaro teria citado o nome do líder do governo na Câmara Ricardo Barros (PP-PR) como possível envolvido no esquema, mas Barros nega envolvimento, informa o portal Metropoles.

“Não vou entrar em detalhes sobre essa CPI do Renan Calheiros e do Omar Aziz, que dispensa comentários, né? E eu não vou responder nada para esses caras. Não vou responder nada para esse tipo de gente, em hipótese alguma”, disse o presidente na live.

A carta, segundo o portal de notícias, informa que, caso Bolsonaro desminta as acusações, a CPI se compromete a solicitar esclarecimentos e provas de Luis Miranda.

“Diante do exposto, rogamos a Vossa Excelência que se posicione, de maneira clara, cristalina, republicana e institucional, inspirando-se no Salmo tantas vezes citado em suas declarações em jornadas pelo país: ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’”, diz o documento.

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