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Câmara de Petrolina: Zenildo e Wenderson Batista, vereadores são contra projeto das igrejas como atividades essenciais

Os vereadores estão relutantes e não assinaram o parecer da Comissão de Justiça e Redação, necessário para que a matéria fosse levada à votação. 

E continua a aqueda de braço entre a Câmara de Petrolina e líderes evangélicos. A União de Pastores Evangélicos de Petrolina (UPEPE) não está  em nada satisfeita   com o posicionamento dos vereadores Wenderson Batista ‘Pé de Galo’ (DEM) e Zenildo do Alto do Cocar (MDB).

Ambos são contra o   projeto de lei  que inclui igrejas e templos de qualquer religião como atividades essenciais. Os vereadores estão relutantes e não assinaram o parecer da Comissão de Justiça e Redação, necessário para que a matéria fosse levada à votação.

Mais uma vez, nessa terça-feira, 13, mais um passo atrás foi dado sobre o assunto. O projeto foi retirado da pauta da sessão ordinária.

Eles  se justificam dizendo  que não poderiam respaldar um projeto que seria derrubado pela justiça. A bancada evangélica está revoltada com a situação.

Cultos religiosos são ambientes de ‘alto risco’, segundo ciência

Ambientes fechados, pouca ventilação, amplo contato entre fiéis, uso compartilhado de objetos, cantos litúrgicos — elementos como esses são comuns em celebrações religiosas, mas, no contexto da pandemia de covid-19 que vem assolando o mundo, podem representar também um “coquetel explosivo” para a disseminação do novo coronavírus, causando mais infecções e, portanto, mais mortes.

Dessa forma, a decisão de Nunes Marques que liberou a realização de missas e cultos em todo o Brasil, do ponto de vista epidemiológico, “vai contra qualquer medida de bom senso para preservar vidas e controlar a pandemia”, disse à BBC News Brasil Denise Garrett, infectologista, ex-integrante do Centro de Controle de Doenças (CDC) do Departamento de Saúde dos EUA e atual vice-presidente do Sabin Vaccine Institute (Washington).

“Celebrações religiosas são ambientes de alto risco. Temos vários relatos de surtos originados em locais de culto. Não somente por serem ambientes fechados, mas também pelas atividades desenvolvidas (orações, corais, canto) que propiciam liberação de partículas virais no ar”, explica.

“Então, do ponto de vista epidemiológico a reabertura de igrejas nesse momento da pandemia no Brasil, com altas taxas de transmissão e falência do sistema de saúde, é algo que vai contra qualquer medida de bom senso para preservar vidas e controlar a pandemia”, acrescenta.

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