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Dilemas e desafios de profissionais da imprensa que sofrem retaliação em Petrolina e Juazeiro

Em Petrolina e Juazeiro , muitos jornalistas se calam ou são calados pelo dinheiro, pelo proposta de não falar mazelas ou indicar erros. A promessa é: não fale mal de mim que as portas serão abertas, caso contrário, elas serão fechadas. E, elas se fecham mesmo.

Alguns políticos no Brasil  consideram liberdade um valor negativo, já que ela não é necessariamente a presença de algo, de um direito, de uma verdade. Para esse tipo de pessoa a liberdade é a ausência de um valor: a impossibilidade de falar, de escrever, de se manifestar, de agir, de pensar. O adjetivo “livre” seria, portanto, um estado do ser humano e não uma condição permanente – as pessoas estão livres, e não são livres.

Valores que são muito caros à sociedade moderna, como a liberdade de expressão, surgiram apenas durante a Revolução Francesa. Apesar das vivências terríveis de cerceamento desse direito em ditaduras e momentos de autoritarismo, esses dilemas continuam existindo, com questões muito contemporâneas envolvidas.

Em Petrolina e Juazeiro por exemplo, devido a um grupo politico está no poder há décadas, fazer jornalismo, fazer rádio e escrever, é um desafio. Para alguns políticos do Vale Sanfranciscano, fazer jornalismo e levar a notícia, é coisa de gente sem valor. Um vereador uma vez usou a Tribuna da Casa Legislativa em Petrolina para chamar todos os comunicadores da região de “chantagistas de plantão”, desvalorizando aquelas que são profissões indispensáveis nos tempos modernos: a do comunicador, do jornalista, daquele que escreve.

Retaliação

Para você leitor ter uma ideia como é difícil fazer a boa comunicação no Vale, se o jornalista, Blogueiro ou radialista for daqueles que escreve ou fala contrário ao que propaga o governo , se ao dirigir-se a um comerciante para fechar contrato, por mínimo que seja, o comerciante consulta as pessoas chegadas ao governo para saber se pode fechar negócio. Se o comunicador for do “contra” como geralmente é chamado, ele não conseguirá fechar o contrato. Uma retaliação gigante. Estou falando de dias atuais.

Na verdade, Petrolina e Juazeiro  tem caras de cidades modernas e , modernas são na sua arquitetura (em especial Petrolina), no agronegócio. Porém, são  provincianas na política. O assassinato de Líbero Badaró, editor de O Observador Constitucional, de oposição à monarquia, em 22 de novembro de 1830 na cidade de São Paulo, é um dos momentos emblemáticos da história da imprensa brasileira que simboliza esta dinâmica própria. A crise política na qual estava mergulhada o governo D. Pedro I é agravada pelo assassinato do jornalista – orquestrado por partidários do imperador – sua morte é considerada como um dos motivos que leva à abdicação de D. Pedro I, em 7 de abril de 1831, que é quando se comemora atualmente o Dia do Jornalista, o que não deixa de ser uma espécie de reconhecimento da força e importância do jornalismo.

Com a proclamação da República a situação, em linhas gerais, não se altera. Prisões arbitrárias e empastelamento de jornais vão se sucedendo ao longo dos anos.

Em Petrolina e Juazeiro , muitos jornalistas se calam por medo ou são calados pelo dinheiro, pelo proposta de não falar mazelas ou indicar erros. A promessa é: não fale mal de mim que as portas serão abertas, caso contrário, elas serão fechadas. E, elas se fecham mesmo.

Fazer comunicação no solo do Vale do São Francisco é tarefa árdua e requer muita coragem e resiliência.

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1 pensou em “Dilemas e desafios de profissionais da imprensa que sofrem retaliação em Petrolina e Juazeiro”

  1. O GRANDE PROBLEMA É QUANDO UM JORNALISTA , BLOGUEIRO OU COMUNICADOR ASSUME PUBLICAMENTE UMA BANDEIRA POLITICO -IDEOLOGICO . AI MESMO NA PONTE FM TEM UM QUE ASSUMIDAMENET FAZ QUESTÃO DE DIZER QUE PETISTA E E QUE DEFENDE O PT . PORTANTO , ´É PRECISO ANTES DE CRITICAR FAZER UMA “MEA CULPA” .

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