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Fernando Bezerra : prefeitura de Petrolina usada para pagar dívidas de campanha

Ainda de acordo com o diálogo, Iran diz a Lyra que Fernando Bezerra teria indicado a possibilidade de usar a Prefeitura de Petrolina para a quitação da dívida. Em 2016, Miguel de Souza Leão Coelho,filho de Fernando Bezerra, se elegeu como prefeito do município.

Depois de buscas feitas em diversos endereços pertencentes ao senador  Fernando Bezerra Coelho, foi descoberto que a Prefeitura de Petrolina poderia estar sendo usada para pagar dívidas de campanha do grupo do senador.

Investigadores que atuam no caso envolvendo o líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) apontam que há indícios de que o senador utilizou um esquema ilegal de repasses de dinheiro . Segundo um delator, um intermediário de Bezerra disse que o senador poderia utilizar a Prefeitura de Petrolina, comandada por  Miguel Coelho, para quitar dívidas não contabilizadas de campanha.

Segundo as investigações, o delator e operador financeiro do esquema João Carlos Lyra teria se encontrado com um intermediário de Bezerra, Iran Padilha Modesto, em fevereiro de 2017.O motivo da reunião era uma dívida contraída em 2014 por Bezerra no valor de R$ 1,7 milhão para o financiamento de sua campanha e do filho e que ainda não havia sido paga.

De acordo com o despacho , a reunião foi gravada por João Carlos Lyra e o áudio foi periciado pela Polícia Federal, que não encontrou indícios de adulteração.Na conversa, segundo a Polícia Federal, Lyra e Iran Padilha  discutiram detalhes sobre juros a serem pagos por Bezerra e um local para o pagamento da dívida sem deixar vestígios.

Ainda de acordo com o diálogo, Iran diz a Lyra que Fernando Bezerra teria indicado a possibilidade de usar a Prefeitura de Petrolina para a quitação da dívida. Em 2016, Miguel de Souza Leão Coelho,filho de Fernando Bezerra, se elegeu como prefeito do município.

Para o Ministro Luiz Roberto Barroso, há indícios de que o sistema de repasses indevidos continuava, mesmo após a menção ao nome do senador na Operação Lava Jato.

“Há indícios, portanto, de que ainda em 2017 o sistema de repasses de valores indevidos continuava, mesmo após a menção ao nome do senador na Operação Lava Jato”, observou o ministro Luís Roberto Barroso ao relatar o caso na ordem de busca e apreensão.

Em nota, a defesa do senador Bezerra e do deputado Coelho Filho afirma que os fatos investigados seriam antigos.

Causa estranheza à defesa do senador Fernando Bezerra Coelho que medidas cautelares sejam decretadas em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação. A única justificativa do pedido seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal, afirmou o advogado André Callegari.

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