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Fernando Filho e Bruno Araujo são exonerados para participar de plano de Temer. Mais um golpe?

imagemO presidente Michel Temer exonerou dois dos seus ministros, para que eles possam votar e contribuir para aprovação da PEC do teto de gastos públicos. O peemedebista já havia deixado claro que não aceita ações contrárias à PEC. As exonerações de Bruno Araújo (Cidades) e Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) foram publicadas na edição desta segunda-feira (10) no “Diário Oficial da União”.

Após a votação da PEC, os deputados voltarão para o ministério. Temer quer  votar a proposta em primeiro turno já nesta segunda. Para virar lei, a proposta precisa contar o apoio de, pelo menos, 308 deputados e 49 senadores.

No domingo (9), Temer ofecereu um jantar para deputados da base no Palácio da Alvorada para pedir apoio à PEC. Ao todo, estavam presentes 215 parlamentares, com 31 esposas, e outras 33 pessoas, entre ministros e assessores do governo.

A PEC 241, chamada por governistas de PEC do novo regime fiscal e por opositores de PEC da morte, institui um teto de gastos em todas as áreas para tentar equilibrar as contas públicas a partir de 2017. Pelos próximos 20 anos, esse valor só poderia ser reajustado de acordo com a variação da inflação dos últimos 12 meses. No caso das áreas de saúde e educação, as mudanças só passariam a valer após 2018, quando Temer não será mais o presidente.

Além de enfrentar a oposição oficial na Câmara, formada por menos de 100 dos 513 parlamentares, o Governo Temer terá de confrontar interesses diversos, inclusive da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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