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Jovens nascidos em 2000 chegam aos 18 anos com dificuldade de se relacionar

 

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Como Petrolina está se preparando para cuidar da geração 2000? Eles são volúveis, individualistas e só conhecem o mundo digital. Esse é o perfil dos 3,42 milhões de jovens no Brasil que alcançam a maioridade neste ano. Ao invés de conquistar bens materiais, essa geração prefere gastar com experiências e “aproveitar” a vida sem preocupações em economizar para o futuro. Como vivenciaram a crise econômica, o que eles mais desejam é um bom salário. Especialistas avaliam, porém, que esses jovens ainda não estão preparados para o mercado de trabalho, e que eles devem se reinventar para ter espaço neste novo mundo. De acordo com as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 1,737 milhão de homens e 1,682 milhão de mulheres.

As mudanças de uma geração para a outra são acompanhadas por um cenário diferente na sociedade. Por isso, na opinião da diretora da multinacional Stanton Chase e especialista no assunto, Eline Kullock, apesar de não ser possível ainda afirmar em qual ano começa a chamada ‘geração Z’, os jovens que completam 18 anos têm muitos desafios pela frente. Isso ocorre por causa da modernização das tecnologias.
“Em determinado momento, essa geração passa a não ter mais experiência com o mundo analógico. Essa será uma grande mudança”, comenta. “Esses jovens pensam que não precisam mais ter carro, nem ter nada. É uma geração que curte. Essa é uma mudança de pensamento e do modelo mental (em comparação a outras gerações)”, afirma Kullock.
Segundo a diretora, esses jovens são mais individualistas. “Todo mundo tem duzentos amigos no Facebook, mas está sozinho. O importante é se exibir, ser inserido em determinado contexto”, analisa.
“A minha geração colecionava. Era importante ter. Para esta geração, é importante aproveitar. Antes a sociedade ensinava a poupar, e agora eles nos bombardeiam dizendo que nós devemos curtir o agora”, avalia.
Religião
A religiosidade é uma característica marcante de Leandro Alves da Silva. Evangélico, ele costuma frequentar as reuniões de sua congregação. “Me dedico muito à igreja, gosto de ir aos cultos, conversar sobre nossa juventude”, conta. No 2º ano do ensino médio, ele sonha com a faculdade de medicina veterinária. Uma das responsabilidades que a maioridade traz é com o exército brasileiro. “Eu não estou querendo me alistar. Estou querendo fugir. ”, afirma. Ainda em busca da primeira experiência no mercado de trabalho, ele quer aprender a administrar melhor o seu dinheiro.  Gasta no primeiro dia toda a mesada que recebe da avó, com quem mora. Mas suas necessidades futuras exigem um planejamento. “Eu quero abrir uma conta agora e guardar dinheiro para tirar a carteira de motorista no ano que vem”. As divergências com a avó são difíceis de evitar.  “Ela tem uma mente muito rígida e eu penso que tenho que viver minhas experiências para ser alguém lá na frente”.
Alienados
Muitos jovens, como Verônica Nasr Freitas, sentem que as gerações anteriores julgam a sua geração sem sequer ouvirem seu lado. “Acho errado acharem que nós somos completamente alienados, que temos tanto acesso a conhecimento e não sabemos filtrar”, comenta. Católica, mostra-se liberal contra homofobia, racismo, entre outros tópicos. “Não deixo minha religião atrapalhar no que vou pensar”, assume.  Ansiosa para dirigir um carro, a jovem revela já ter guardado dinheiro para tirar sua habilitação. “Já tá tudo guardadinho”, afirma. Também é assim com longo prazo. “Com certeza quero investir, porque, mesmo depois de estar aposentada, eu quero ter uma vida boa, manter meu padrão de vida”, reflete. Também preocupada com o futuro político do país, a jovem confessa ter tirado o título de eleitor, a jovem se classificou como uma liberal. “Minha geração é mais liberal até demais  para coisas que não tem necessidade, e para outras, é extremamente conservadora”, critica. Rola muita falta de interesse da nossa geração”, ressalta
Com informações do Correio Brasiliense

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