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Juazeiro: violência contra terreiros de candomblé é real

A Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (SEDES), através do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR), promoverá na próxima segunda-feira (16), a partir das 14h, uma reunião para discutir a violência contra Terreiros de Candomblé e a titulação Quilombola.

O racismo institucional, em que hierarquias raciais são culturalmente aceitas, é uma realidade cruel. Segundo estudo publicado em 2014, a participação dos afrodescendentes na economia nacional é de apenas 20% do PIB, apesar de representarem mais da metade da população do Brasil. O desemprego é 50% maior entre os “afro-brasileiros” do que entre os descendentes de europeus, enquanto a média salarial entre os afrodescendentes é de US$ 466, quase metade dos US$ 860 dos descendentes de europeus.

O racismo permeia todas as áreas da vida, no entanto, tem sido difícil aos afro-brasileiros discutir o assunto. O círculo de pobreza, habitação e educação inadequadas, oportunidades de emprego limitadas e desafios da justiça “continuam a afetar as vidas de afro-brasileiros em múltiplos níveis e os deixam marginalizados. A educação ainda é uma das maiores áreas de discriminação e uma das principais fontes de desigualdade”.

A reunião será na sede do Consórcio Sustentável Território do São Francisco (Constesf), localizado à Rua Chile, 282, bairro Maria Gorete e contará com a presença do assessor jurídico do Centro de Referência Nelson Mandela, Jorge Torres, e representantes dos organismos que compõem a Rede Sertão do São Francisco de Combate ao Racismo Institucional.

 

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