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Petrolina: funcionários do Samu com medo! Sem EPI’s, profissionais temem contaminação pela covid-19

Médicos, socorristas, motorista e aqueles que são responsáveis pela higienização das ambulâncias, denunciam a falta de equipamentos de proteção dos profissionais que atuam na linha de frente de combate ao Covid-19 no município. 

Profissionais de saúde que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão vivendo dias difíceis em Petrolina.  Eles denunciam a falta de equipamentos de proteção, especialmente para as equipes que saem às ruas e atendem pacientes em ambulâncias do tipo Unidade de Suporte Básico (USB).

“Na verdade a gente muitas vezes, quando vai atender, não sabe que se trata de um paciente com suspeita de coronavírus, porque o médico regulador não informa como coronavírus, mas quando chega na UPA o paciente é avaliado pessoalmente pelo médico e nessa avaliação é feito o diagnóstico de coronavírus, então ele é isolado. Então a gente fica exposto. Falta até máscara mesmo, a N-95, que só é para quem sai em Unidade de Suporte Avançado (USA)”, explica um servidor que prefere não se identificar.

Médicos, socorristas, motorista e aqueles que são responsáveis pela higienização das ambulâncias, vivem sob a batuta do medo, e denunciam a falta de equipamentos de proteção dos profissionais que atuam na linha de frente de combate ao Covid-19 no município.

“Estamos todos correndo riscos de contaminação em massa, porque pouco tem orientação, treinamento, sem contar com ala desparamento, havendo cruzamento de sujo e limpo. e a falta de EPis, esse é ponto de vista, está tudo errado”, desabafa.

“A minha postura como profissional de saúde sempre foi de muito cuidado,quem trabalha comigo sabe o quanto me preocupo em não colocar ninguém em risco e estou falando de técnicas em procedimentos e com a pandemia esse cuidado foi redobrado mas fica difícil ir trabalhar sem o EPI e usá-los e retirá-los corretamente pois aprendemos através de colegas e internet. Talvez ajudasse se o serviço tivesse oferecido treinamento pra isso então não venham falar em clareza se nada no serviço Samu está claro com o profissional lá de baixo na pirâmide”. diz.

Levantamento da Associação Médica Brasileira (AMB) aponta que, nas últimas três semanas, foram recebidas mais de 3 mil denúncias sobre a falta de equipamento de proteção individual (EPI) para os profissionais de saúde no país. Desse total, foram 37 reclamações oriundas de cinco municípios pernambucanos. Desde o dia 19 de março a AMB tem disponibilizado uma plataforma específica para captação de reclamações e denúncias sobre a falta de EPIs para os profissionais da saúde que estão atuando na linha de frente em combate ao coronavírus (COVID-19).

 

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