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Petrolina: programa nova semente começa um novo capítulo.No entanto, é negativo

O valor fundamental foi retirado

Cursar creche e pré-escola é um dos fatores que mais impulsiona o desempenho acadêmico das crianças nas séries seguintes, ao redor do mundo. Para os brasileiros mais pobres, porém, esse resultado não se repete.A anomalia ocorre devido à má qualidade dessas escolas no país, segundo especialistas e estudos acadêmicos.

O programa nova semente em Petrolina, nos últimos anos vinha obtendo reconhecimento em ensino com crianças de 6 meses ao 4º ano de vida. O programa conseguiu unir forças, e estava dando um ensino de qualidade. A criança em sala de aula, tinha acompanhamento de uma pedagoga , e ainda contava com duas assistentes que se revezavam em dois horários. Agora, com a nova diretriz, o berçário não existe mais, e a pedagoga fica sozinha na sala de aula. Ao levar uma criança para fazer xixi ,por exemplo, a professora, precisa deixar as outras crianças sozinhas e sem acompanhamento.

Nesta semana, uma nova ordem que está perturbando educadores e pais, vindo da coordenação do programa, avaliou que o espaço no Nova semente, precisa ser somente social, e as crianças, não mais precisarão de fato e de verdade aprenderem a ler.

A avaliação segundo especialistas é negativa. Essas crianças, quando alcançam a 5ª série do ensino fundamental, têm nota média menor em matemática e em outras áreas. Ou seja, se o atendimento no ensino infantil é adequado, ele impulsiona a aprendizagem das crianças no futuro. O problema é que o bom atendimento que existia no Programa em Petrolina,  não tem chegado dentro dos moldes que foi idealizado.

Pesa para o bom potencial dessa primeira etapa da vida o fato de o cérebro da criança nessa idade estar em plena formação. Se bem estimulado, são feitas conexões neurológicas que facilitarão a aprendizagem e o convívio social.

Um dos pontos mais críticos no programa é o número de crianças para cada professor. Em Petrolina, são no mínimo 14 crianças para cada professor, que agora, não terá assistente educacional. Com tantas crianças para atender, fica mais difícil de oferecer a atenção adequada para cada uma delas.

Petrolina dá um passo atrás, e volta ao assistencialismo, e deixa a criança sem educação. Para quem não lembra, as creches no Brasil foram formadas pensando na ideia da assistência, não da educação.Esse conceito foi quebrado, e a creche passou a ser lugar de ensino. Com a nova diretriz, o assistencialismo volta à cidade, e a creche passa a ser um lugarzinho para guardar a criança enquanto os pais trabalham, quando na verdade, era para ser o lugar para  educar a criança.

“As crianças, em grande parte, até têm um tratamento adequado de higiene e alimentação. Mas recebem poucos estímulos. São turmas grandes, que em muitos casos ficam assistindo televisão.”, disse Maria das Dores chagas, educadora e mãe de aluno no programa.

Gisela Wajskop – Pós-Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica De São Paulo., fala de como tem que ser a creche . Acompanhe:

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