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Professores contratados e demitidos em Petrolina. É hora de fazer o currículo girar

O Prefeito Miguel Coelho vai demitir 900 professores . São educadores formados que foram contratados por um ano  e  que, segundo a Lei Municipal 2.216/2011, têm direito à renovação dos contratos por mais um ano. O motivo seria a realização de mais um processo seletivo para suprimento das mesmas vagas.

Até aí tudo bem, não quer recontratar, tem direito a isso. A Lei diz que o contrato é de doze (12) meses, podendo ser prorrogado por mais um ano. Miguel Coelho à sombra da Lei, e amparado por requisitos legais, vai com certeza realizar um novo processo seletivo.  O que ele esqueceu e mais uma vez vamos lembrar, é que sua imagem está e muito,  se confundindo cada vez mais com a de seu pai, o senador Fernando Bezerra. Obras de pedra e cal, sempre foram marcantes na vida do político, e ele sem dúvidas, ensinou muito bem a Miguel Coelho, que como um rolo compressor vai quebrando sonhos e fazendo o que bem lhe aprouve no seu governo.

Um tiro no pé nesses primeiro meses de gestão. Óbvio, que como seu pai, ele sabe que a medida que ele for fazendo obras, o povo vai aplaudindo e esquecendo os desmandos dos primeiros meses, e pode ser que mesmo assim,  Miguel Coelho ainda seja ovacionado  por esses mesmos que estão sendo demitidos. Assim como seu irmão Fernando Filho, o famoso Ministro de Minas e Energia, que está aí, sendo usado como um verdadeiro corretor do presidente Michel Temer,  que vai vendendo tudo, e ainda assim é aplaudido e  visto como uma celebridade política.

É triste que às vésperas do dia do professor, 900 deles, sejam jogados de lado, por que já não servem. Bom mesmo é os professores começarem a fazer seus currículos girarem, por que Miguel Coelho, assim como seu pai, é duro em voltar atrás com decisões tomadas. Pode o sangue dar na canela, se decidiu por qualquer assunto,  dificilmente volta atrás. Era assim, sempre assim será. Pedir desculpas, se expor nunca vai estar nos planos dos Coelhos, como já dissemos, voltar atrás não faz parte da peça teatral.

O vereador Gabriel Menezes em desabafo, conta que viu pessoas sendo contratadas a grosso modo, simplesmente pro que tinham um padrinho político, e diz que mesmo agora, vai acontecer a mesma coisa. Perseguição e desrespeito e que sequer debate a realização de concurso público.

“Não conto às vezes que recebi contatos de pessoas que atingiram pontuação necessária e mesmo assim diziam precisar da carta de indicação de um vereador.  Da mesma forma, há relatos de outros candidatos que sequer conseguiram entregar a documentação completa em provas de títulos e foram contratados. Governo midiático, sem transparência, preso às mais antigas práticas de perseguição e desrespeito e que sequer debate a realização de concurso público”, disse Gabriel Menezes.

Por Cauby Fernandes

@lingua

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