Notícias

Se querem vender a Amazonia e a Chesf, imagine o que não venderiam em Petrolina? Decreto assinado por Miguel Coelho tem leitura duvidosa

Bastou  que um grupo de empresários se interessasse por construir uma galeria contornando o Palácio Diocesano em Petrolina, que todos os políticos da cidade ficaram “assanhadinhos” por conta da repercussão que o fato gerou. Leis, decretos e até audiência pública queriam fazer em defesa do patrimônio. Eita povo que gosta de holofote!

Aí , a  novidade maior veio do prefeito “preocupadíssimo”em  preservar a memória da grande Petrolina. Depois da porta  da casa da memória do patrimônio ser arrombada, o prefeito Miguel Coelho assinou um decreto que garantirá a proteção de vários imóveis históricos de cidade (será?). Não se assuste, se amanhã, assim como aconteceu com Estação Ferroviária que virou SAF, outros prédios sejam repassados para a iniciativa privada para usufruir das instalações dos equipamentos históricos, e aí vão esquecer o decreto. Se lá no alto comando do País, querem vender a Amazônia, A CHESF e o Rio São Francisco,imagine o que não venderiam aqui? Em Petrolina, o céu é o limite, no Brasil nem céu existe!

O documento já tá valendo, e tem a intenção de preservar prédios tradicionais da cidade sertaneja como as igrejas Matriz e Catedral, o antigo Incra, o Palácio Episcopal, a antiga sede da Prefeitura entre outros imóveis.

Com o decreto,  fica vedada a liberação de licenças ou quaisquer anuências pelo poder municipal que impliquem intervenções ou a realização de obras sobre algumas áreas da cidade até que sejam formalizados e concluídos os processos de tombamento por parte do órgão competente, e blá, blá, blá.

Além de emitir o decreto, a Prefeitura segue na elaboração de uma legislação municipal de preservação e fiscalização do patrimônio histórico e cultural da cidade. A expectativa é que o conjunto de leis seja apresentado para votação na Câmara municipal ainda neste ano.

Por Cauby Fernandes

@língua

 

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar