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Secretário Lucas Ramos anuncia compra de software para monitoramento da vacinação

Em sete meses à frente da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, ele conta os avanços já realizados

Lucas Ramos assumiu a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) em agosto de 2020 – sob o desafio da pandemia e dos ataques à ciência. “Nossa resposta ao negacionismo é um aporte de recursos cada vez maior nesse setor, objetivando o fortalecimento e o desenvolvimento econômico e social de Pernambuco”. A articulação junto a órgãos governamentais e entidades da iniciativa privada também é uma das suas prioridades. Em entrevista à Folha de Pernambuco, Lucas Ramos falou um pouco desse trabalho e anunciou a aquisição de um software para o monitoramento do programa de vacinação contra Covid.

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação está adquirindo um software para monitoramento da vacinação contra o coronavírus em todo o Estado. Como vai funcionar esse software?

Procuramos o Porto Digital – que conta com mais de 130 empresas – porque entendemos que o nosso parque tecnológico tem condições de criar uma ferramenta de gestão e monitoramento da vacinação. que servirá tanto para o gestor público como para a população. Percebemos que não há um monitoramento do pós-imunização. O aplicativo, além de controlar os dados,  vai facilitar essa comunicação entre população e as secretarias de Saúde municipais e do Estado.  Estamos aguardando uma resposta do Porto para a próxima semana. A partir daí, iniciaremos a licitação para aquisição da ferramenta, o  que deve durar cerca de 40 dias, para que a gente possa oferecer essa licença de uso para os 184 municípios de Pernambuco. É fundamental que o processo de cadastramento das informações aconteça da melhor forma possível para a gente ter um mapa real da situação em todo o Estado

O senhor tomou posse na Secretaria em agosto do ano passado, em meio a pandemia. Que ações são destaques nesses sete meses de trabalho?

Logo depois que tomei posse, inauguramos a máquina de análise laboratorial para detecção da Covid que, atualmente, está em funcionamento no Laboratório Central da Secretaria de Saúde. Fizemos também aportes financeiros junto à Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe) para pesquisas científicas voltadas para a doença. Estamos ainda contratando novos profissionais de enfermagem e técnicos de enfermagem para reforçar as equipes dos hospitais Osvaldo Cruz, Pronto Socorro Cardiológico (Procape)  e Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam) –  todos ligados à Universidade de Pernambuco. Além da aquisição do software para a vacinação, lembro que a SECTI foi responsável por estabelecer uma parceria com o polo de confecções do Agreste para a produção de máscaras que foram doadas à população.  Essa iniciativa, inclusive, movimentou a economia dessa região.

A secretaria tem tido um papel fundamental na articulação de entidades públicas, privadas, universidades, entre outros, voltada para o avanço da ciência, tecnologia e inovação em todo o Estado. Como isso funciona?

Um exemplo é a Usina Pernambucana de Inovação – formada por um grupo de trabalho liderado pela SECTI e Secretaria de Planejamento – que nos permite pensar em soluções para o Governo. É uma fábrica de boas ideias para problemas enfrentados dentro da administração estadual. Uma das suas abordagens é a desburocratização através de ferramentas de e-gov. Mas estamos buscando melhorar o trabalho em todas as áreas, o que coloca a Usina de Inovação em posição de destaque. Um dos frutos da Usina é o projeto de pesquisador-mentor através do qual, a Facepe financiará bolsas para que pesquisadores das universidades estejam dentro dos órgãos de governo, identificando e fazendo o diagnóstico de problemas.  Outra iniciativa é a Rede de Ecossistemas de Pernambuco (REPE), através da qual estamos reunindo, juntamente com o Sebrae,  um conjunto de atores públicos e privados para pensar nos problemas vividos pelos diversos setores econômicos do Estado. Um exemplo do que essa Rede pode gerar é a atuação da Universidade Federal de Pernambuco que tem trabalhado para apresentar propostas na área de oceanografia para os Portos do Recife e de Suape – que são polos logisticos fundamentais para o Estado.

Como a SECTI trabalha hoje em favor da ciência, diante dos ataques que ela vem sofrendo por causa da pandemia do coronavírus?

A pandemia acelerou o processo de transformação digital nos lares do Brasil e do mundo inteiro. Ao mesmo tempo, a gente vê aprofundada a exclusão social porque uma grande parcela da população está, a cada dia, mais distante dessas tecnologias. A gente precisa garantir, seja através de estímulos financeiros ou de condições para aquisição das ferramentas, que as pessoas se conectem e participem dessa nova realidade. Temos também um cenário nacional bastante negativo para a pesquisa científica – com a redução dos orçamentos do CNPq e da Capes. Mas Pernambuco, na contramão, tem ampliado os seus investimentos e, hoje, ocupa o quarto lugar entre os estados que, proporcionalmente, mais investem em pesquisa e desenvolvimento. A determinação do governador Paulo Câmara é de acelerar esse processo de transformação. Em 2020, a Facepe executou um orçamento de R$ 66 milhões e, para 2021, o valor previsto é de R$ 72 milhões.

FolhaPE

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