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Sintepe: “É desumano. A palavra de ordem é resistência e luta”, disse o coordenador regional em Petrolina

Durante  a entrevista, o coordenador, falou sobre a Reforma da Previdência do Governo Federal. Ele destacou que a proposição de Reforma, aumenta o tempo de contribuição dos trabalhadores em educação e as mulheres serão as mais prejudicadas.

Os trabalhadores em educação da rede estadual de ensino de Pernambuco realizaram, em fevereiro, a Assembleia Geral que deu início à Campanha Salarial Educacional 2019.  Durante a Assembleia, o Sintepe apresentou a proposta de Pauta de Reivindicações, que foi dividida em dois eixos: Mesa de Política de Pessoal; Mesa de Gestão e Acompanhamento de Carreiras.

Nesta terça-feira, 30,em entrevista concedida ao programa Dupla Conexão da Rádio Ponte FM em Petrolina, o coordenador regional do Sintepe , Robson Nascimento, falou sobre a importância do professor, dos números “apositivados” do governo estadual, e como a gestão se comporta quando o assunto é a classe dos docentes em Pernambuco.

De acordo com Robson Nascimento, foi feito um esforço do Sindicato em atender às demandas dos diferentes segmentos e empreender esforços na Reformulação Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), que há anos vem sendo negligenciado pelo governo do Estado.

“Existia uma diferença de 30% nos vencimento entre o professor de Ensino Médio e o graduado. Hoje essa diferença praticamente não existe. O governo eleva os índices educacionais, com a desvalorização profissional”, disse.

Durante  a entrevista, o coordenador, falou sobre a Reforma da Previdência do Governo Federal. Ele destacou que a proposição de Reforma, aumenta o tempo de contribuição dos trabalhadores em educação e as mulheres serão as mais prejudicadas.

“Segundo o que temos lido, os profissionais de educação se aposentarão com 60 anos. Isso significa que os homens trabalharão por mais cinco anos e as mulheres, por mais dez anos. As mulheres, inclusive, constituem a maioria em nossa categoria. É desumano.A palavra de ordem é resistência e luta”, relembrou .

Sobre uma possível greve dos professores em Pernambuco, Robson, disse que esse é o “último recurso”, caso o governo não aceite as condições da campanha salarial 2019. Vale lembrar que com o Projeto de Lei 79/2015, o governo do estado de Pernambuco, deixa de contemplar 90% dos professores e professoras, aplicando o reajuste de 13,01% da Lei do Piso do Magistério apenas aos professores com nível médio, não aplicando o referido percentual no desenvolvimento da carreira como estabelece a legislação.

 

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